Sexta-feira, Novembro 20, 2009

CADÊ OS PAULISTAS?


hum?

Quinta-feira, Novembro 19, 2009

PAPO PSI



Papo Psi vai discutir Psicologia e Literatura

No próximo dia 19 de novembro, às 18h, a Universidade Veiga de Almeida, em parceria com a Fnac Barrashopping, vai realizar mais uma edição do Papo Psi, um espaço para trazer à tona questões relevantes sobre o universo da Psicologia e sua influência no ser humano. Os palestrantes convidados serão a professora do Curso de Graduação em Psicologia e coordenadora da Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica e Prática-Clínico Institucional, Aline Drummond e Ramon Mello, poeta, autor de “Vinis Mofados” (Língua Geral).

Desta vez, o encontro vai abordar o tema Psicologia e Literatura. Segundo o escritor Rodrigo de Souza Leão, autor de “Todos os Cachorros são Azuis”, escrever é uma tentativa de libertar a vida daquilo que a aprisiona, é procurar uma saída, encontrar novas possibilidades, novas potencias da vida.

A coordenação do evento é de Cristina Simões, coordenadora do Curso de Psicologia do Campus Barra. As atividades são gratuitas e as vagas limitadas. Garanta já sua vaga pelo telefone 2431.7741.

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

VINIS NO CEP 20000

clique no flyer pra visualizar melhor:

convite do Chacal!
lançamento dos Vinis Mofados no CEP 2000, no Teatro Sérgio Porto.

VINIS MOFADOS: ONDE ENCONTRAR?



Vinis Mofados à venda nas seguintes livrarias:

Cultura (SP)

Saraiva & Siciliano

Travessa - Centro/Barra/Ipanema/Leblon (RJ)


Blooks - Arteplex Botafogo (RJ)

Moviola (RJ)

Beco das Letras (RJ)

Bossa Nova (RJ)

Café com Letras (DF)

Espaço Unibanco (SP)

Estação das Letras (RJ)

Folha Seca (RJ)

Fonte Nova (MG)

Instante do Leitor (RJ)

Ler e Arte Livraria (RJ)

Liberdade Produções (RJ)

Martins Fontes WMF - Buarque /Paulista (SP)

Multicultura (PoA)

Padrão Livraria (RJ)

Prefácio Livraria (RJ)

Renovar (RJ)

Vila - Fradique (SP)

e no site da Editora Língua Geral ou por e-mail: vendas@linguageral.com.br

Terça-feira, Outubro 27, 2009

FOTOS: VINIS MOFADOS, RJ

fotos: helen miranda



[ramon mello, ramones]



[camila rhodi, pantera e carolina casarin]


[o dono do brechó: pantera]


[helen miranda, jp cuenca, carolina casarin e eduardo coelho]


[jp cuenca e carolina casarin]


[a fotógrafa: hellen miranda]



[helen miranda e carolina casarin]




[meus editores: carolina casarin e eduardo coelho]



[minha mãe: nedir mello]





[mãe dos meus bacuris: camila rhodi]




[dono da vitrola: marcio debellian]




[henriqueta e debê]



[o dj: jp cuenca]


[jp cenca e armando babaioff]


[babaioff]



[rhodi e babaioff]


[eduardo coelho]




[júlia rezende, rodrigo bittencourt e maria rezende]


[lygia marina]


[teresa souza]




[eucanaã ferraz e connie lopes]




[eucanaã]



[omar salomão]


[antonia rodrigues e bruno dorigatti]


[dorigatti]



[paulo verlings, jô bilac, lucianna magalhães e flávio souza]



[dani vidigal, dodô azevedo e pink]


[renato farias e thiago mendonça]


[thiaguinho]


[araruebas!]


[iara paula]


[ângela e maurício mello]


[fernanda moraes]





[gabriel wainer e elaine dual]





[renato reder]


[marlene!]


[paula cajaty]


[francisco slade]


[leilane neubarth, salomé]





[los siete nuevos: mariano marovatto, domingos guimaraens e augusto guimaraens cavalcanti]



[lívia gomes, livita]


[bernardo carneiro horta]


[maria de fátima]


[araruebas]


[júlia pessoa]


[lucas viriato e madame]


[viriato]


[tatiana levy e valéria lamego]



[lamegos]


[henrique rodrigues]



[leonardo gandolfi]


[alexandre themé]


[marcelo moutinho]



[adriana mesquita e lucas]




[nice e ricardo adriano, araruebas]


[rodrigo faour]


[carla faour, escondida]



[anna luisa araújo]



[felipe ribeiro]



[daniel vidal & cia.]


[sócrates]


[felipe grillo]


[fernando salis]


[felipe carvalho e uyara louzada]

[cesário de mello franco e lilian taublib]


[black power]


[clauky saba]

[luis felipe reis]



[alessandra de paula, manoela cesar e rafael santo sé]



[thiago picchi]


[kiko riaze]



[sandra menezes]


[márcio-andré]



[débora almeida]





[simone magno]


[claudio mello]


[denise t.]



[tomás rangel e bruna renha]


[priscila andrade]



[ludmila, madame comunicación]


[martha viana]


[sonia viana]




[guilherme zarvos]


[ericson pires]

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

ORELHA DOS VINIS

Foto: Tomás Rangel | Manufatura


Ler Vinis mofados de Ramon Mello é acompanhar uma busca. E isso é sempre um momento de delicadeza. Foi assim que me senti ao ler os originais de Ramon. Amor declarado ao seu mestre Caio Fernando Abreu, citações necessárias a Caetano e Waly Salomão, o poeta sai à procura de alguma coisa que não pode e não deve ser guardada. Não há grande certeza se esta é a busca da poesia ou a busca mais pesada da própria palavra.

Entretanto, para se compreender o universo deste livro, é importante não perder de vista que a ansiedade o desejo forte de procura da palavra poética é movida à música. Aqui a palavra dita, a palavra sentida, a palavra silenciada, a palavra excessiva vem, de maneira muito explícita, articulada à palavra cantada. O que importa é a palavra e sua quase intangível definição.

Vinis mofados, assim como os morangos de Caio F., fala de passados recentes, ainda quente de referências musicais. O Vinil ainda úmido, palavras guardadas, que não conseguiram ser ditas, poesia-presa procurando transformar-se em poema e livro. O resultado material é um livro-álbum.

No LADO A, a tentativa quase obsessiva, de encontrar os sentidos concretos da palavra e suas práticas. São quase verbetes que cercam o dizer por todos os lados. A palavra como alimento em “Cesta básica”, palavra que foge em “Dicionário”, a palavra-lágrima em “Argueiro” e, não satisfeito, continua, insistente, buscando a palavra de bar, o poema-expresso, a palavra forjada numa overdose de blues. A tentativa prossegue, experimentando vários formatos de anúncios, cartazes, noticias, E prossegue ainda, revisitando mestres como Chacal, Cacaso, Viviane Mosé.

A primeira parte do livro fecha rendendo-se abertamente à musica como em “Libido Tropicalista”, “Cartilha Remix” e “Phono – 00”, uma espécie de capitulação diante da evidência poética da palavra cantada, encantada. Chegamos perto da extensão de sentidos que a procura de Vinis mofadosempreende com determinação e uma certa aflição.

Já o LADO B, começa com uma aparente nova intenção. O primeiro poema, “Lado B”, pede um tempo para a música e, a partir deste ponto, a poesia de Ramon suspende um pouco a procura de sua dicção e mergulha sem hesitação num universo de “palavras empoeiradas”, lembranças, fotos, dores de cotovelo inesquecíveis.

Trata-se de uma poesia ágil, contemporânea, com marcas “internerds”, mas na qual o amor sonhado e perdido, o amor romântico au grand complet dá o tom e ganha a cena. Uma poesia de palavras musicadas em Vinil e experimentada em MP4.

Heloisa Buarque de Hollanda

Rio de Janeiro, 14 de fevereiro de 2009.

RAMONES NA RÁDIO CBN


Tempo de Letras:

Conversa com a jornalista Simone Magno, da rádio CBN.

Terça-feira, Outubro 20, 2009

BEBERICO & EU: VINIS E BALÉS





EMOÇÕES MADURAS EM VERSOS JOVENS

Ramon Mello, 25 anos, revova o time de poetas do País ao lançar o ótimo Vinis Mofados, com autógrafos hoje no Rio


Ramon Mello divide um conjugado em Copacabana com Borges, nome dado a seu gato em homenagem ao escritor argentino. Além de confidente, o felino é um símbolo vivo da entrega de Ramon à ficção. Aos 25 anos, ele está lançando o primeiro livro de poemas, em que investiga os sentidos concretos da palavra e mostra uma relação crítica com o Rio. Sua essência poética está em dois lugares. No apartamento que divide com Borges, onde abriga uma coleção de cerca de 200 discos de vinis. Ou no título do livro de estreia, Vinis Mofados, onde fala de “literatura e sentimento”.

Ramon pertence a uma nova geração de poetas, que mantém forte diálogo com a música. O ritmo e a estrutura simples das obras do cancioneiro nacional impregnam Vinis Mofados.

A orelha é assinada pela crítica Heloísa Buarque de Holanda, de quem Ramon prepara uma biografia. Cecília Meireles, Cacaso, Waly Salomão e Viviane Mosé são tão importantes para Ramon quanto Chico Buarque, Caetano Veloso, Adriana Calcanhotto e Nelson Cavaquinho.

Existe um traço peculiar no seu contato com as melodias e letras. “Minha relação afetiva é com o suporte antigo, eu não baixo música pela internet”, diz. “Identifico em mim um saudosismo, por que falo de vinil quando existe o iPod? ” O mofo dos seus vinis era uma metáfora perfeita para o jovem às voltas com a vida, o amor e sua complicada realização.

Vinis Mofados é um referência a Morangos Mofados, livro do gaúcho Caio Fernando Abreu que mostrou, nos anos 1980, a desesperança de uma geração. Da produção de Caio F., Ramon descobriu as peças, primeiro. Estudou teatro em Araruama, sua cidade natal, a 108 km do Rio. Mudou-se para o Rio em 2001. “Quando cheguei, não tinha nenhuma referência literária, não sabia nem mesmo como se publicava um livro.”

O pulo do gato veio com a criação de um blog, Clickinversos, em que Ramon publicou entrevistas com escritores iniciantes. Foi lá, por exemplo, a primeira entrevista de Tatiana Salem Levy, ganhadora do Prêmio São Paulo de Literatura (2008), na categoria estreante, com o romance A Chave de Casa. Ele também pegou Daniel Galera e João Paulo Cuenca nos primeiros passos. O último projeto foi organizar o site ENTER - Antologia Digital, exposição do trabalho de autores que têm a palavra como suporte criativo e a web como ferramenta de divulgação. Hoje ele cuida do portal da Livraria Saraiva e organiza a obra de Rodrigo de Souza Leão, poeta carioca morto no ano passado.

Ramon se diz parte de uma juventude “sem ideologia, e vivendo uma grande transformação”, provocada sobretudo pela internet. Em Vinis Mofados, mostra uma maturidade afetiva que não corresponde aos anos exibidos pelo R.G. É um jovem que deseja “dizer te/ amo sem/ neuroses”, mesmo que esse desejo se manifeste na primeira noite de uma relação fugaz (versos de Allegro). Para evitar o romantismo infantil, ele se vale da ironia e do bom humor.

Em Lado A, primeira parte do livro, “aparece o cara que gosta de escrever”. Em franco diálogo com a música, Lado B expõe a sexualidade e as frustrações afetivas. “É mais visceral.”


E republicado em outros jornais pela Agência Estado:


[Jornal da Tarde]


Poemas, release e orelha no Portal Literal!



Segunda-feira, Outubro 19, 2009

BORGES & EU





Divido apartamento e troco confidências com Borges - o gato. Mas esse felino incrível foi batizado com o nome do escritor argentino (e não o azeite!) pelo meu amigo João Daher, seu pai biológico - que atualmente mora em Washington. Borges & Eu estamos convivendo há três meses. Sou o pai adotivo, afetivo.


[gente boa, o globo]